domingo, 2 de setembro de 2007

Soneto para a Raiva

Odiosa, você é fruto de minha inocência
Vai me dominando em sua inconstância
Não quero relação alguma
Quero que saia de mim, quero sair da lama

Incisiva, você é pura arte da desonestidade
Você consegue com perfeição uma maquiagem
Tão perfeita que nem tento tirar vantagem
Disso que é a sua mais famosa magestade

Neurótica, você me tira de meu ser mais racional
Numa seringa, injeta em mim
Com sua agulha, um veneno mortal

Amorosa, conquistou o meu coração
Mas quero que tudo isso tenha um fim
Assim, poderei cantar FELIZ uma canção

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