domingo, 23 de setembro de 2007

O segredo da inspiração

Esse será um rápido diálogo entre dois amigos, Armando (A) e Boris (B).

A: Oi, Armando.
B: Oi, Boris.
A: Tudo bem?
B: Tudo sim e você?
A: Estou meio mal, perdi a minha inspiração, estou parado.
B: Irei te ajudar então, amigo. Vamos achar a sua inspiração.
A: Já faz um tempo que não desenvolvo nada, ando meio esquecido, sem inspiração.
B: Isso é muito ruim. Vamos lá, pegue um papel na sua mochila.
A: Por quê?
B: Só pegue. Vou indicar uma missão rápida para você, daqui 5 minutos tenho que voltar pra aula.
A: Ok, peguei já.
B: Feche os olhos, abra e escreva o que vier na sua cabeça. Você tem 1 minuto para isso.

1 minuto depois...

A: Ok, vou te dizer o que escrevi: "Um minuto, fiz um segundo, nesse segundo, farei completar esse minuto, aproveito o tempo e não torno esse minuto inútil. Sei ser racional, por isso peço ajuda, ajuda de um grande amigo e que me faz aproveitar esse minuto. Cada segundo desse minuto, é o início e o fim desse texto. E o fim chegou e vou enterrar esse texto". Ficou bom!?
B: NOSSA...mas pq enterrar um texto tão bom quanto esse? Ele deveria ser eterno.
A: Pensei na primeira coisa que me veio na cabeça e o momento que você me disse pra pensar, relaxou a minha mente, apesar de ter feito isso tudo numa faixa tão pequena de um minuto. E é óbvio que não o enterrarei.
B: Pequena!? Discordo, teve tanto tempo que você teve a calma para fazer, não foi ansioso e a sua inspiração veio de forma espontânea. Se não parar pra pensar com calma e querer jogar tudo, não produzirá nada. Bem, espero que depois dessa minha missão, você passe a ter mais calma e controle no que será escrito. É esse o segredo da inspiração.
A: Olha, depois dessa sua importante missão, nunca mais serei tão ansioso para escrever alguma coisa, porque se eu fiz esse textinho em menos de 1 minuto, pois ainda tive o tempinho para pensar nele, imagina o que farei quando tiver mais tempo.
B: É isso mesmo, espero que faça bom aproveito dessa importante missão durante a sua vida.
A: Obrigado, cara.
B: Ah, outra coisa, não me agradeça, agradeça à sua mente. Foi ela quem te fez filtrar, produzir e cumprir essa missão que te dei. Missão essa, cumprida com louvor. Agora terei que ir pra aula.
A: Ok! Valeu pelas dicas. Até mais!
B: Até!

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Ao fim desse diálogo, espero que essa "missão" dada por Boris ao Armando também sirva para você. Assim como serve para mim a todo instante.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Pensamentos

Já devem ter reparado que eu trato diversas questões com diversas maneiras diferentes de lidar. Por exemplo, você se depara com o "Soneto para a Raiva" e pergunta-se: "Por que ele fez um Soneto para um sentimento tão ruim quanto é a Raiva!?" E eu respondo: "Leia a poesia". Obviamente que você encontrará a resposta dentro desse soneto, uma relação de libertação e não de dependência com a Raiva. No poema "Conselho", eu simplesmente cheguei e coloquei um acróstico no poema, e era lá onde estava o bendito conselho. Nos textos, eu tento desvendar o que não consigo compreender, sei que é rotineiro pensar nessas questões, mas nada melhor do que expô-las de um modo claro e dinâmico. Já fiz textos pessoais ("Mudanças...e conquistas!?"), gerais ("Diabo Amigo" - esse enfatizando a relação do Ser Humano e o Mundo de maneira até irônica) e de caráter "a la clichê", como a briguinha "Religião x Ciência", no meu último texto.

Eu odeio rotinas, eu odeio mesmices, eu odeio tudo que é comum. Sim, eu sei que vocês já conhecem esses paradigmas, mas como disse, é bom expô-los (mesmo sendo APARENTEMENTE contraditório). Crio formas diversificadas para demonstrar o que sinto e o que eu quero expressar, porque assim fica bom para mim e para você que está lendo.

Agora te pergunto: Será que não vale a pena você também ter um cantinho? Se valer, crie-o, inova-o e seja sempre criativo. Eu já te adianto a resposta, sim, vale a pena.

domingo, 2 de setembro de 2007

Soneto para a Raiva

Odiosa, você é fruto de minha inocência
Vai me dominando em sua inconstância
Não quero relação alguma
Quero que saia de mim, quero sair da lama

Incisiva, você é pura arte da desonestidade
Você consegue com perfeição uma maquiagem
Tão perfeita que nem tento tirar vantagem
Disso que é a sua mais famosa magestade

Neurótica, você me tira de meu ser mais racional
Numa seringa, injeta em mim
Com sua agulha, um veneno mortal

Amorosa, conquistou o meu coração
Mas quero que tudo isso tenha um fim
Assim, poderei cantar FELIZ uma canção